Aprendendo Japonês

Já faz um tempo que quero escrever sobre como, porque, o que estou achando e algumas curiosidades sobre o idioma japonês, então vamos lá!

Pelo meu blog já dá pra notar que eu gosto bastante da cultura oriental. Eu sempre gostei de um modo geral, mas o que eu tive mais contato primeiro, considerando algo que me influenciou, foi a música coreana. Eu e minha mãe viramos fãs 😀 Eu até aprendi um pouco da língua estudando sozinha e de tanto ver os clipes com tradução. Mas, infelizmente, não há nenhuma escola na minha cidade e nem professor particular encontrei.

De um ano pra cá eu comecei a assistir animes pelo Crunchyroll e séries asiáticas pelo Netflix e vi que também gostava muito dos idiomas chinês e japonês. Com isso só faltava o pontapé inicial, que foi o Festival do Japão em Minas realizado esse ano em Belo Horizonte. Depois do evento, fiquei com muita vontade de um dia viajar para a terra do sol nascente e decidi pesquisar as escolas disponíveis mais próximas de mim e ver se algo se encaixava com minhas possibilidades.

Foi então que eu optei pelo Kumon. A escolha se deu por diversos motivos como proximidade, custos e principalmente o método de ensino que, além de combinar comigo, possibilitou que eu faça o curso mesmo tendo uma agenda irregular.

Então, como é o método deles? Talvez você já conheça o Kumon de matemática ou português, e o japonês segue a mesma linha.

A grande inovação do método Kumon está no fato de não se ensinar ao aluno como resolver o material proposto. Ele é estruturado de forma a fazer com que o aluno solucione os exercícios sozinho.

Criado por um professor de matemática e pai, preocupado com o processo de aprendizagem do filho, o método Kumon estimula o aluno a gostar de aprender e a se sentir seguro no processo de aprendizagem.

E como é na prática? O material didático é dividido em pequenos livrinhos que, no caso do japonês, exercitam a escuta, a pronúncia, a escrita e a gramática. Essas atividades são realizadas na sala de aula e também em casa. Portanto, não há uma aula coletiva e o seu professor é um orientador para a aprendizagem, ajudando com dúvidas, corrigindo seu material e avaliando sua pronúncia. Ao final de cada estágio, existe um pequeno teste e este é sempre feito na sala. Eu me adaptei bastante ao método pois gosto de estudar sozinha. Ao mesmo tempo ele te fornece um caminho para aprendizagem, o tutor e o compromisso de estar sempre estudando, que nem sempre é fácil de ter quando se estuda por conta própria.

 

Vamos então a algumas características do idioma?

O sistema de escrita japonês veio do chinês, embora as línguas faladas pelos japoneses e chineses sejam completamente diferentes. Quem nunca estudou nenhum desses idiomas pode achar que tudo parece a mesma coisa. Mas com um pouquinho de conhecimento você verá que é possível notar as grandes diferenças.

Após a escrita chinesa ter sido introduzida entre os séculos V e VI, ela foi acrescentada de dois alfabetos fonéticos (hiragana e katakana), que eram variações modificadas dos caracteres chineses. Enquanto o chinês usa os seus caracteres ou ideogramas para escrever cada palavra, uma por uma, o japonês concebeu essas duas formas distintas de transcrição fonética, chamadas de “kana”, para serem utilizadas em combinação com os caracteres chineses.

No Hiragana e no Katakana cada caractere representa uma sílaba.

Fonte: https://www.japanesepod101.com/japanese-alphabet/.

Fonte: https://www.japanesepod101.com/japanese-alphabet/.

O Hiragana é usado para escrever palavras nativas japonesas, partículas (sílabas que indicam sujeito da frase, objeto, local de uma ação, dentre outras funções) e terminações verbais.

Já o Katakana é usado principalmente para palavras emprestadas que não venham do chinês, para ênfases, onomatopeias, nomes científicos ou para nomes da flora e fauna. Existem diversas palavras emprestadas do inglês no japonês, veja alguns exemplos:

♦ busu: ônibus (do inglês bus)

♦ noto: caderno (do inglês notebook)

♦ erebeeta: elevador (do inglês elevator)

Os caracteres chineses, chamados de “kanji” em japonês, são na verdade ideogramas, nos quais cada um simboliza uma única coisa ou ideia. A característica principal do ideograma é que  além de ter uma representação fonética (ou seja, tem um som para ser falado), ele carrega um significado.

Os dicionários japoneses mais completos trazem definições de mais de 50 mil kanjis!

Mas o número daqueles que são utilizados atualmente é bem menor. Se bem que quase 2.000 ainda parece algo surreal 😯 Já deu pra perceber que os Kanjis são a parte mais difícil da escrita japonesa, e apesar de ser possível escrever o fonema do kanji com o hiragana, na hora da leitura você deverá compreender os kanjis mais utilizados para não passar aperto.

Vou dar um exemplo pra ficar mais fácil de entender:

 

Dicas

Além de um curso de japonês existem diversas ferramentas que você pode utilizar para aprender o idioma e conhecer mais sobre a cultura, algumas delas gratuitas! Vou listar aqui algumas que tenho utilizado:

 

– Curso da NHK:

Além de estudar pelo site, você também pode baixar o aplicativo na Play Store. Se você domina o inglês, você pode fazer proveito do material americano, pois um curso é diferente do outro. Eu acho ótimos os aplicativos para celular pois posso ouvir no carro enquanto viajo.

 

– Jogos:

Estes jogos estão disponíveis na plataforma Steam por R$13,99 cada. São bem úteis para aprendizagem e memorização dos alfabetos. Além deles, a empresa anunciou a produção de um novo jogo para aprender Kanji este ano! (Observação: o conteúdo é em inglês; mas como há legendas e é um jogo simples, com um nível básico já dá pra levar)

 

– Aulas em vídeo:

Yuta Aoki é um youtuber japonês que tem vídeo aulas com dicas bem interessantes. No site e no canal dele você também encontra matérias e vídeos sobre a cultura japonesa. (Observação:  o conteúdo é em inglês; como a maioria são vídeos e não possuem legenda exigem um inglês intermediário)

 

– Filmes, séries e animes:

Todos estes acima eu recomendo e estão disponíveis no Netflix. Assistir a conteúdos em japonês me ajuda bastante a aprender novos vocabulários e aprimorar a escuta e até a fala, pois iremos lembrar como uma palavra era pronunciada pelo personagem. Se você não tem Netflix, no Crunchyroll é possível assistir aos animes gratuitamente, eles apenas terão algumas propagandas. Quem tem videogame pode baixar o app do Crunchyroll e assistir na TV através dele. Aqui no Blog, já falei um pouquinho sobre o Samurai Gourmet, O Jardim das Palavras e alguns animes.

 

Se você gostou, deixe seu comentário e compartilhe! E hoje vou me despedir em japonês, esta todo mundo conhece: Sayonara!

Imagem gratuita obtida em https://pixabay.com/pt/.

 

Fonte

As citações sobre o Kumon foram obtidas em: https://kumon.com.br/sobre-o-kumon/

Algumas informações sobre a língua japonesa foram obtidas no site da Embaixada japonesa e no site da escola Kamae Gakuen:

http://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/linguajaponesa.html

http://www.kamaegakuen.com.br/nihongo.htm

 

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