Filmes baseados em Stephen King no Netflix

Recentemente fiz uma maratona de todos os filmes baseados em livros ou contos do Stephen King que estão no Netflix e agora trago pra vocês o que achei de cada um.
Não posso deixar de mencionar que King é um dos meus escritores favoritos e por isso vou escrever mais sobre ele depois. Quanto aos filmes que assisti não li as obras em que foram baseados e como poucos tiveram a participação do autor no roteiro não dá pra estender a opinião sobre o filme para o livros. Afinal, sabemos que muitas adaptações diferem bastante de sua obra original ou simplesmente não conseguem converter um tipo de obra em outro. Tenho que avisar também que meus filmes favoritos baseados em King não estão no Netflix, então também vão ficar pra outro post .

Coloquei os filmes de acordo com a classificação que dei em um ranking de 1 a 10. Vamos a lista!

 

 

É um filme original do Netflix baseado na obra de Stephen King de mesmo nome. Em realidade, ambas têm a mesma tradução não literal do nome original que é Gerald’s Game (O jogo de Gerald). Afinal brasileiro adora enfeitar os nomes, ou muitas vezes estraga-los :mrgreen:
Mas voltando ao filme, a fantasia sexual de Gerald coloca sua mulher Jessie em uma corrida contra o tempo para salvar sua vida. Algemada a uma cama em sua casa de verão, não há ninguém por perto para socorre-la e a princípio não há nada que ela possa fazer para sair dali. Com uma situação dessas não é de se espantar que a protagonista tenha um colapso nervoso e comece a conversar com projeções de sua mente. Mas será que elas foram criados só pela situação presente? Com o passar do tempo são revelados segredos do seu passado que ainda precisam ser libertados e que ajudarão Jessie em sua sobrevivência.

Cena do filme.

Como um bom trailer não vou contar mais do que o necessário sobre a história e vou passar agora para o que achei da obra. É um filme bem feito, com boas atuações de Carla Gugino, Bruce Greenwood e não poderia deixar de mencionar a pequena Jessie, interpretada por Chiara Aurelia que fez um ótimo trabalho. O enredo é criativo e consegue te prender mesmo que quase toda história se passe apenas em um cômodo. O desfecho do filme também é bem interessante e vai muito além de escapar das algemas físicas.
O único ponto negativo é que fiquei com a sensação de que tudo se concluiu de forma muito rápida, talvez assim como tantas adaptações de livros para cinema não se conseguiu transportar toda a emoção e riqueza de detalhes do papel para as telas. Mas foi um bom filme, a razão principal para não dar nota 10 é que elas vão ficar reservadas para as minhas adaptações preferidas de King, que como já disse, vão ficar pra outro post, combinado?

 

Foi em 1957 que Christine saiu de fábrica, já deixando por lá a sua marca. Em 1978, ela era quase um ferro velho, mas Arnie, um típico estudante nerd, sabia apreciar um carro clássico e reformou o Plymouth Fury. O carro, porém, não foi a única coisa que mudou. Com Christine, Arnie vê a oportunidade de começar a se destacar na vida e ela iria retribuir todo o carinho recebido. E é aí que começa um salve-se quem puder. Muitos não podem, mas Dennis e Leigh farão o que puderem para salvar seu velho amigo, se é que ele ainda estava lá. O filme é antigo mas achei bem bacana. Ele não é um terror trash mas a sua idade traz umas características que hoje consideramos meio bregas. Ao mesmo tempo, eu acho divertido assistir a essas relíquias então também há um lado positivo. As atuações são boas e Keith Gordon fez uma boa evolução do personagem Arnie. Alguns artistas tem outros trabalhos conhecidos como Roberts Blossom, que fez Esqueceram de Mim e Harry Dean Stanton, que atuou em Alien e também em outro filme baseado na obra de King, A Espera de um Milagre.

Cartaz do filme.

Outro Original da Netflix lançado mês passado, baseado na obra de mesmo nome de King. Como eu gostei bastante de Jogo Perigoso assisti o filme com altas expectativas e por isso me decepcionei um pouco. A razão, acredito que seja devido ao estilo da trama, é uma história onde um final feliz nem se encaixa muito bem. Em 1922, me referindo tanto ao filme quanto ao ano em que a história começa, o fazendeiro Wilfred tem a infeliz ideia de assassinar sua esposa para poder continuar com sua vida no campo. E a partir desse fato a sorte parece ter deixado Wilfred de lado. Veja que o desenrolar da história é bem lógico, tudo que acontece teve como origem o ato criminoso do personagem. O filme foi muito bem produzido, os efeitos especiais são bons, não há nada de trash e várias cenas são bem tensas. O desenrolar da história é interessante, mesmo que trágico e te mantém entretido. Os atores também colaboram para a qualidade do filme. Wilfred é interpretado por Thomas Jane (que tem papel de destaque em O Apanhador de Sonhos, também baseado em King) e Neal McDonough no papel de outro fazendeiro.

Imagem do filme.

Dei nota 8 então pela boa história, boa produção e boa atuação. Apenas não é meu estilo de filme favorito, ou de final favorito. E por final feliz não entendam que são aqueles em quem ninguém morre e sim aqueles em que ao menos o bem vence. Até em Harry Potter temos a morte de vários personagens. Mesmo uma história como 1922 pode ter um final mais positivo com o perdão do personagem por exemplo, assim como Falando com os Mortos (Talking to Heaven).

 


A partir daqui eu já não recomendo assistir, tem muitas opções legais para você passar o tempo e se quer mesmo conferir a história garanto que o livro deve ser melhor.

 

 

Este foi um filme onde uma ótima ideia foi desperdiçada e um péssimo final estragou tudo. Em Conexão Mortal grande parte da população se torna uma espécie de zumbi após receberem um estranho sinal de seus aparelhos celulares. Mas não temos simplesmente mais do mesmo, a história tem características originais muito boas. Os “zumbis” não são aqueles de The Walking Dead, eles têm uma inteligência por trás e através deles. A história é um suspense com um pouquinho de ação que me agradaram bastante. Ela consegue entregar bons momentos de tensão e de entretenimento. Tudo ia muito bem até chegarmos ao final. Além de não explicar bem o porquê de todos aqueles acontecimentos sobrenaturais (o que seria até aceitável se não fosse somado aos outros problemas) o fim foi sacana e inconclusivo. Foi sacana porque ao contrário de 1922 e Cemitério Maldito, onde as ações dos personagens são responsáveis pelas consequências que enfrentam, o personagem de Conexão Mortal não teve culpa alguma de tudo o que estava acontecendo. Além disso não houve qualquer resolução do problema e não há uma continuação da história.

Cartaz do filme.

Curiosidades:
♦King foi um dos responsáveis pelo roteiro do filme e houve uma modificação do final de seu livro. Ainda há esperança então, acredito que o final do livro deva ser melhor.
♦John Cusack foi o produtor do filme assim como o artista principal ao lado de Samuel L. Jackson.
♦Há pessoas que interpretaram o filme como uma crítica ao uso excessivo da tecnologia, o que até alivia um pouco a crítica ao final. Ainda assim prefiro finais mais positivos e conclusivos.

Está é outra relíquia. Cemitério Maldito é um filme de 1989. Aqui temos a velha história da família feliz que se muda para o lugar errado. Apresentado aos poderes de um antigo cemitério indígena pelo seu novo vizinho, Louis toma uma série de decisões erradas que acabam levando sua família a ruína. Te lembrou alguma coisa? Parece com 1922 não é? Mas temos algumas diferenças. Uma é que em cemitério maldito houve um acontecimento trágico, não provocado por Louis, que foi o gatilho para suas ações. Outra diferença é que Wilfred comete apenas um grande erro. Já Louis insiste no mesmo erro repetidas vezes.
Com a semelhança entre os enredos porque a classificação tão diferente? Pet Semetary não conseguiu me assustar, em realidade as cenas de “terror” ficaram muito trash, o que tira o clima de tensão na minha opinião. Além disso, após todos os infortúnios da história o final não foi muito conclusivo e afetou muito mais pessoas inocentes do que 1922. Então me agradou menos ainda.

Cartaz do filme.

Curiosidades:
♦King foi o responsável pelo roteiro e até fez uma pequena participação no filme.
♦A música Pet Sematary, dos Ramones, foi escrita especialmente para o filme. King convidou a banda por ser um grande fã.
♦Em 1992 foi lançado Pet Sematary 2, dessa vez sem o roteiro de King, afinal o livro não tem uma continuação. As críticas em geral são negativas e não é uma continuação direta da história.

(Observação, Sematary está escrito incorretamente, em inglês o certo seria cemetery e o erro é explicado na história)

 

Mercy é o nome de uma das personagens principais e também significa misericórdia ou piedade. É um nome muito apropriado porque ao final muitos vão dizer “tenha dó!”.
Mercy foi baseada em um conto de Stephen King e o escritor não foi o roteirista do filme. Talvez aí que tenha se iniciado o problema, transformar uma história curta em um longa. A única coisa boa do filme é a atuação dos atores. O elenco contou com Chandler Riggs de The Walking Dead e Dylan McDermott de American Horror Story. Infelizmente, as atuações foram desperdiçadas em um filme com mais trash que terror que se arrasta com uma história bem mal construída. A parte final do filme foi incompreensível, vários aspectos do pacto não foram explicados e alguns acontecimentos não faziam muito sentido, como diria uma professora que tive, foi o verdadeiro samba do crioulo doido. Se você entendeu alguma coisa, conta aí pra gente! Por fim, acho que é a primeira vez que vou reclamar de um final “feliz”. Parece que depois de tantos defeitos quiseram sair do clichê “o vilão venceu” de muitos filmes de terror. O único problema é que ele não se encaixou com o restante da trama, ficando pior que a encomenda. A nota 3 vai  pelas atuações e por alguns elementos legais da trama.

Cartaz do filme.


Bônus!
Como a maçã não cai longe da árvore o filho de Stephen King também se revelou um talentoso escritor do gênero de terror. Ainda não sabia? Ele se chama Joe Hill e já tem alguns livros publicados. Inclusive um dos meus livros preferidos é dele, Nosferatu.

 

O livro Amaldiçoado (Horns) de Joe Hill foi adaptado para as telas e também está no Netflix. Nele Daniel Radcliffe interpreta Ig Perrish, um jovem acusado de violentar e matar sua namorada. Mas a verdade virá a tona quando um par de chifres cresce em sua cabeça e parece fazer com que todos a sua volta revelem seus segredos. Eu gostei da trama e de sua conclusão e por isso merece nota 9.

Cartazes do filme.

Quem ainda não conhece o autor não deixe de conferir,
Por hoje é só. Fica pra próxima então os demais filmes baseados em King e também um post sobre seus livros, e sobre os de seu filho é claro.

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